segunda-feira, 17 de junho de 2013
Asas.
Se fosse pedir por um milagre escolheria ter asas, leves como algodão e fortes o bastante para conseguir carregar esse meu corpo pelo tempo que fosse preciso.
Acordei naquele dia e Deus! Como eu queria um par de asas que pudessem me tirar da cama. Deus, eu não passava de um pobre e sujo, bêbado incorrigível. Era fim de mês, meus proventos já haviam evaporado ao longo do mês, e as minguadas notas de Real que eu tinha no bolso deixara no bar na noite anterior.
Levantei da cama nauseado. Pronto para vomitar todo o ar fedorento do meu estômago vazio. Sai do quarto e me arrastei pela sala tentando conectar alguma idéia na cabeça inchada. Não atinava nada, e num movimento agarrei a fechadura e pulei para fora do apartamento. Desci pelo elevador e ganhei as ruas, mero impulso inútil e desesperado em busca de ar. A cabeça continuava rodando, claro, e a sensação de que o mundo em volta iria se apagar palpitava intermitentemente. Coloquei as mãos nos bolsos e caminhei cambaleante até a praça.
Havia algum tipo de manifestação em frente à praça. Sentei numa mureta que me apareceu na frente e fiquei assistindo ao protesto. Eles pediam alguma coisa e apitavam, sei lá o que era, tudo que eu pedia eram asas, nada mais. Minhas mãos continuavam guardadas nos bolsos. Me olhei. Saquei que vestia a roupa da noite passada e conclui, de forma óbvia, que a roupa que havia vestido na noite passada era a mesma roupa com que havia dormido e que continuava vestindo. A diferença é que estavam engomadas antes e agora completamente abarrotadas.
Aqueles apitos do pessoal que protestava estavam me incomodando. Levantei de onde estava sentado e segui cambaleante pelo centro da cidade.
Era onde eu morava na época, no centro da cidade. Num apartamentozinho imundo de aluguel barato. Por sorte arrumei esse apartamento justamente num ponto do centro da cidade cercado de bares, além de uma casa de massagem que funcionava durante o dia e um puteiro que abria depois das nove, de segunda a segunda.
Segui caminhando sem rumo, sei lá por que. Talvez para poder sentir-me vivo, apesar de a sensação maior era mesmo de vontade de vomitar ou morrer. Mas bêbado e medroso fiz por onde me sentir vivo.
No meio de toda aquela gente eu provavelmente me igualava ao pior mendigo daquelas ruas. Torto, abarrotado e vacilante. De repente num impulso entrei numa loja de artigos chineses a preços populares. Nem sei por que fiz isso, mas posso afirmar categoricamente que não foi uma boa idéia. A loja além de entulhada de pessoas era forrada de itens de todos os tipos para todos os lados. Aquela combinação de pessoas multiplicadas por coisas de plástico fez minha cabeça querer estourar, a ponto de quase cair bobo no meio da maldita loja. Por sorte consegui deslizar para rua. Mãos nos bolsos e testa suando.
Não demorou para que eu sentisse muita fome. Cutuquei o fundo dos bolsos e encontrei uma nota de hum Real. Era um Real, mas brilhava feito ouro frente a meus olhos. E o medo de perder aquela nota foi tamanho que a dobrei duas vezes e guardei na meia. Dali segui em direção ao supermercado para procurar qualquer coisa que eu pudesse comprar com aquela nota e que servisse para me forrar o estômago.
Percorri os corredores do supermercado. Até que no corredor das massas encontrei um pacote de macarrão espaguete em promoção por 89 centavos. Sim, um pacote de macarrão espaguete por 89 centavos! Me sentia o homem mais feliz do mundo! Catei um pacote da prateleira e segui feliz rumo ao caixa.
A menina do caixa me olhava. Pensei “quem sabe eu não aparente tão mal assim, ela me olha e talvez eu seja um cara bonito”. “Oitenta e nove centavos”, disse ela. Então me abaixei e tirei a nota de um real de dentro da meia. Nem havia percebido, mas o calor me fez suar dentro da meia e a nota de um real estava ensopada de suor. Puxei a nota com a ponta dos dedos e assim a entreguei a bela menina do caixa. Ela segurou a nota e num impulso quase soltou. Me olhou novamente e eu sorri para ela. Ela jogou a nota dentro da caixa registradora e junto da nota fiscal me entregou uma moeda de dez centavos. Pensei no um centavo, mas resolvi deixar de lado, ela já havia feito eu me sentir deveras bem com aquele jeito de me olhar, então decidi não ser inconveniente por causa de um mísero centavo. Peguei meu macarrão e voltei para o apartamento pensando nela, que talvez a deveria ter convidado para almoçar comigo.
Sai do elevador e tomei o corredor até meu apartamento. A porta estava aberta. Acho que deixei aberta quando saí, pensei. Fui até o banheiro me olhar no espelho. Uma remela indecente me ocupava o canto do olho esquerdo. Abri a torneira e lavei o rosto. “Merda” pensei “será que foi por isso que a menina do caixa não parava de me olhar? Só pode ser” concluí.
Fui até a cozinha e vasculhei o refrigerador e os armários. Encontrei meia cebola e alguma manteiga. E foi o suficiente para eu preparar uma panela de macarrão daquelas! Servi-me um prato caprichado de macarrão acebolado, tão quentinho, nossa, meu coração se encheu de amor. Quis voltar ao mercado e oferecer alguma declaração de amor aquela bela menina do caixa, recitar um poema, cantar uma canção romântica. Naquele instante entrou pela janela, de algum apartamento vizinho, um perfume maravilhoso de asinhas fritas de galinha. Deus! Como eu queria ter asas!
Por fim tirei os sapatos e voltei para cama, torcendo que os próximos três dias passassem voando para enfim chegar o dia do pagamento.
domingo, 2 de junho de 2013
Vômito apaixonado.
O telefone tocou e era Dududu dizendo que Talita e Júju estavam com ele, que havia comprado vinhos e cigarro, e que estavam pensando e ir lá para casa. Eu disse, tudo bem.
Dududu andava louco para torrar sua coisa dentro de Talita. Eu andava louco para torrar minha coisa dentro de Talita, e de Júju, e de qualquer outra mulher. Sempre com essa coisa bêbada e suplicante vibrando no meio das pernas.
Era tarde da noite e não demorou até que Dududu, Talita e Júju batessem à minha porta. Na época eu morava no segundo piso de uma casa, no centro de Garopaba, onde o senhorio morava no andar de baixo. Uma casinha de um quarto, cozinha e banheiro. Ensolarada e bem ventilada. O lugar mais decente que havia morado nos últimos anos. (o único lugar decente, para dizer a verdade.)
A noite seguia daquela forma que você imagina. Bebida, conversa, bebida, risada, bebida, música, bebida, cigarros, bebida, bebida, bebida. Duas picas, duas vaginas, e toda a milenar história do relacionamento entre homens e mulheres sendo recontada de novo e de novo.
O telefone tocou. Era o senhorio pedindo gentilmente que fizéssemos menos barulho. Tudo bem, disse eu. Quando desliguei, Dududu estava segurando uma das mamas de Talita e beijando forte na boca. Júju estava deitada no chão com aquelas duas pêras apontando para o alto. Pulei para cima dela e beijei sua boca. Depois pus ela sentada, peguei uma garrafa cheia e encostei o gargalo na sua boca. Ela fez biquinho e eu virei a garrafa. Deixei que dessa uma boa mamada e foi minha vez de beber. Júju me dizia umas coisas ao ouvido, mas eu não entendia nada do que ela dizia. Talvez estivesse pedindo que a beijasse novamente, ou que encostasse meu dedo médio em sua vagina, ou que queria ir ao toalete urinar, e eu não estava a par de nada disso. Resolvi pagá-la pelo braço e levar para o lado de fora.
Lá fora prensei Júju contra a parede e beijei sua boca. Dei um apertão no seu rabo carnudo e ela gemeu. Júju desfez o beijo e me falou novamente ao ouvido, dessa vez pude entender o que dizia. Quero vomitar! Que bom, porque eu também queria e assim sendo poderíamos vomitar juntos. Segurei-me em uma pilastra, estiquei a cabeça e mandei um jato de vômito, lá embaixo, na porta do senhorio. Júju fez como eu fiz e mandou seu jato, também. Segurei em sua mão e disse a ela que se abaixasse e se apoiasse na mureta da escada. Fiz com que entendesse que eu já tinha enxurradas de vômito de experiência, e que agindo daquela forma ela vomitaria mais tranqüilamente. Ela se abaixou e eu abaixei junto com ela, nos apoiamos na mureta e vomitamos juntos. Um pouco do caldo escorreu sobre seus cabelos. Peguei-os e ajeitei sobre seus ombros. Ela tinha cabelos tão lindos e sedosos, tão perfumados. Vomitamos juntos, novamente. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Abracei-me a ela. Novamente despejamos um jato de vômito, lá embaixo. Chuááá... Esta se sentindo melhor? Ela balançou a cabeça afirmativamente e despejou mais um, e eu outro. A madrugada era fria e estrelada. Ela se abraçou a mim e ficamos assim, comoventemente juntos, aquecendo um ao outro, vomitando.
Dududu e Talita moram juntos. Júju desistiu de Alvarêz e se especializou em homens casados. Alvarêz continua gostando de torrar sua coisa dentro de uma carne quente de mulher. E a vida segue.
Dududu andava louco para torrar sua coisa dentro de Talita. Eu andava louco para torrar minha coisa dentro de Talita, e de Júju, e de qualquer outra mulher. Sempre com essa coisa bêbada e suplicante vibrando no meio das pernas.
Era tarde da noite e não demorou até que Dududu, Talita e Júju batessem à minha porta. Na época eu morava no segundo piso de uma casa, no centro de Garopaba, onde o senhorio morava no andar de baixo. Uma casinha de um quarto, cozinha e banheiro. Ensolarada e bem ventilada. O lugar mais decente que havia morado nos últimos anos. (o único lugar decente, para dizer a verdade.)
A noite seguia daquela forma que você imagina. Bebida, conversa, bebida, risada, bebida, música, bebida, cigarros, bebida, bebida, bebida. Duas picas, duas vaginas, e toda a milenar história do relacionamento entre homens e mulheres sendo recontada de novo e de novo.
O telefone tocou. Era o senhorio pedindo gentilmente que fizéssemos menos barulho. Tudo bem, disse eu. Quando desliguei, Dududu estava segurando uma das mamas de Talita e beijando forte na boca. Júju estava deitada no chão com aquelas duas pêras apontando para o alto. Pulei para cima dela e beijei sua boca. Depois pus ela sentada, peguei uma garrafa cheia e encostei o gargalo na sua boca. Ela fez biquinho e eu virei a garrafa. Deixei que dessa uma boa mamada e foi minha vez de beber. Júju me dizia umas coisas ao ouvido, mas eu não entendia nada do que ela dizia. Talvez estivesse pedindo que a beijasse novamente, ou que encostasse meu dedo médio em sua vagina, ou que queria ir ao toalete urinar, e eu não estava a par de nada disso. Resolvi pagá-la pelo braço e levar para o lado de fora.
Lá fora prensei Júju contra a parede e beijei sua boca. Dei um apertão no seu rabo carnudo e ela gemeu. Júju desfez o beijo e me falou novamente ao ouvido, dessa vez pude entender o que dizia. Quero vomitar! Que bom, porque eu também queria e assim sendo poderíamos vomitar juntos. Segurei-me em uma pilastra, estiquei a cabeça e mandei um jato de vômito, lá embaixo, na porta do senhorio. Júju fez como eu fiz e mandou seu jato, também. Segurei em sua mão e disse a ela que se abaixasse e se apoiasse na mureta da escada. Fiz com que entendesse que eu já tinha enxurradas de vômito de experiência, e que agindo daquela forma ela vomitaria mais tranqüilamente. Ela se abaixou e eu abaixei junto com ela, nos apoiamos na mureta e vomitamos juntos. Um pouco do caldo escorreu sobre seus cabelos. Peguei-os e ajeitei sobre seus ombros. Ela tinha cabelos tão lindos e sedosos, tão perfumados. Vomitamos juntos, novamente. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Abracei-me a ela. Novamente despejamos um jato de vômito, lá embaixo. Chuááá... Esta se sentindo melhor? Ela balançou a cabeça afirmativamente e despejou mais um, e eu outro. A madrugada era fria e estrelada. Ela se abraçou a mim e ficamos assim, comoventemente juntos, aquecendo um ao outro, vomitando.
Dududu e Talita moram juntos. Júju desistiu de Alvarêz e se especializou em homens casados. Alvarêz continua gostando de torrar sua coisa dentro de uma carne quente de mulher. E a vida segue.
sábado, 11 de maio de 2013
Gostosa e fumegante.
A tarde de sábado ia lá por seus meados, quando lhe atacou a diarréia. O negócio voltou no dia seguinte, mais forte, debilitante. Estranhamente, foi só na quinta-feira subseqüente que a vontade voltou a corteja-lo, mas dessa vez veio como de costume, de aparência saudável, boa textura, apesar do tamanho. Ledo, então, passou a mão no telefone e discou.
- Pizza-rápida, boa noite!
- Ei, uma gigante de mussarela.
- Onde?
- Travessa Lua Bonita, 145.
- Certo, em dez minutos.
- Ok.
Ledo foi até o refrigerador, puxou uma lata e foi com ela até o sofá. Já havia alcançado meia lata, quando sentiu vontade de cagar. De novo. Correu até o sanitário, baixou as calças, sentou e deixou o negócio fluir. E vinha, vinha, vinha. Muita coisa. A campainha tocou uma vez. Ledo berrou lá do banheiro, "aguarde!". A campainha tocou pela segunda vez, "ei! Só um minuto!". A campainha tocou pela terceira vez e Ledo resmungou, "merda".
Quando, enfim, conseguiu livrar-se de todo o dejeto, correu até a porta, mas já não havia mais ninguém. Foi até a sala, puxou o gancho e discou, novamente.
- Pizza-rápida, boa noite!
- Minha pizza gigante de mussarela!
- Senhor, nosso entregador esteve no endereço indicado, mas...
- Sim, foi o sanitário, você entende, esse quando chama não tem como escapar.
- Ó, sim senhor. Sua pizza chega num instante.
- Ok.
- Senhor?
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Melhor que há dez minutos atrás.
- Faz sentido, uma boa noite.
- Obrigado.
Foi num instante, matou a outra meia lata e a campainha tocou. Ledo foi rápido até a porta e lá estava o entregador com sua pizza.
- Sua pizza.
- Obrigado.
- Estive aqui ainda pouco, toquei três vezes, mas ninguém atendeu.
- Sim, foi o sanitário, você entende, esse quando chama não tem como escapar.
- Compreendo.
- Tome, e fique com o troco.
- Obrigado, boa apetite.
- Obrigado.
- Senhor?
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Com bastante fome, mas logo passa.
- Com certeza.
- Obrigado.
Ledo levou a caixa até a cozinha e pôs sobre a mesa. Tirou a tampa e lá estava ela, amarela e fumegante. Água na boca. Buscou duas latas no refrigerador, prato-garfo-faca no armário e serviu-se.
Era início de madrugada. Ledo sesteava sobre o sofá da sala, pernas esticadas sobre a mesa de centro, cachimbo aceso em uma das mãos e uma lata na outra. Soltou o cachimbo e pegou um jornal de dias, que estava jogado no chão. Abriu nos classificados. Procurou pelos anúncios de meninas de programa. Sheila, Dani, Katy, Soraya. Olhou o número, passou a mão no telefone e discou.
- Olá.
- Quem fala.
- Soraya, toda sua.
- O Nilson está?
- Não tem nenhum Nilson aqui, querido.
- Não? Quem fala?
- Soraya.
- Você é mulher do Nilson?
- Não tem nenhum Nilson aqui!
- Esse número é do Nilson.
- Não enche! - Clek.
Paula, Luci, Flávia, Vanessinha. Deu uma boa virada na lata, passou a mão no telefone e discou.
- Olá.
- Quem fala?
- Soraya.
- O Nilson está?
- Qual é cara? Ta querendo tirar uma?
- Mas esse número sempre foi do Nilson. Ele não está?
- Estou eu e minhas amigas. E você está atrapalhando nosso trabalho.
- É um call-center?
- Não querido, somos garotas de programa... Que tal?
- Ah... Pode ser. Você vem até aqui?
- Qual o endereço?
- Travessa Lua Bonita, 145.
- Em dez minutos estarei aí.
- Nossa, tudo nessa cidade chega em dez minutos.
- O que disse?
- Esqueça, estou esperando.
- Escute...
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Cheio de tesão, venha depressa!
- Já estou saindo.
- Obrigado!
Dez minutos depois a campainha tocou. Ledo levou Soraya até o quarto e pôs sobre a cama. Tirou sua roupa e lá estava ela, amarela e fumegante. Água na boca. Buscou duas latas no refrigerador, preservativos no armário e serviu-se.
- Pizza-rápida, boa noite!
- Ei, uma gigante de mussarela.
- Onde?
- Travessa Lua Bonita, 145.
- Certo, em dez minutos.
- Ok.
Ledo foi até o refrigerador, puxou uma lata e foi com ela até o sofá. Já havia alcançado meia lata, quando sentiu vontade de cagar. De novo. Correu até o sanitário, baixou as calças, sentou e deixou o negócio fluir. E vinha, vinha, vinha. Muita coisa. A campainha tocou uma vez. Ledo berrou lá do banheiro, "aguarde!". A campainha tocou pela segunda vez, "ei! Só um minuto!". A campainha tocou pela terceira vez e Ledo resmungou, "merda".
Quando, enfim, conseguiu livrar-se de todo o dejeto, correu até a porta, mas já não havia mais ninguém. Foi até a sala, puxou o gancho e discou, novamente.
- Pizza-rápida, boa noite!
- Minha pizza gigante de mussarela!
- Senhor, nosso entregador esteve no endereço indicado, mas...
- Sim, foi o sanitário, você entende, esse quando chama não tem como escapar.
- Ó, sim senhor. Sua pizza chega num instante.
- Ok.
- Senhor?
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Melhor que há dez minutos atrás.
- Faz sentido, uma boa noite.
- Obrigado.
Foi num instante, matou a outra meia lata e a campainha tocou. Ledo foi rápido até a porta e lá estava o entregador com sua pizza.
- Sua pizza.
- Obrigado.
- Estive aqui ainda pouco, toquei três vezes, mas ninguém atendeu.
- Sim, foi o sanitário, você entende, esse quando chama não tem como escapar.
- Compreendo.
- Tome, e fique com o troco.
- Obrigado, boa apetite.
- Obrigado.
- Senhor?
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Com bastante fome, mas logo passa.
- Com certeza.
- Obrigado.
Ledo levou a caixa até a cozinha e pôs sobre a mesa. Tirou a tampa e lá estava ela, amarela e fumegante. Água na boca. Buscou duas latas no refrigerador, prato-garfo-faca no armário e serviu-se.
Era início de madrugada. Ledo sesteava sobre o sofá da sala, pernas esticadas sobre a mesa de centro, cachimbo aceso em uma das mãos e uma lata na outra. Soltou o cachimbo e pegou um jornal de dias, que estava jogado no chão. Abriu nos classificados. Procurou pelos anúncios de meninas de programa. Sheila, Dani, Katy, Soraya. Olhou o número, passou a mão no telefone e discou.
- Olá.
- Quem fala.
- Soraya, toda sua.
- O Nilson está?
- Não tem nenhum Nilson aqui, querido.
- Não? Quem fala?
- Soraya.
- Você é mulher do Nilson?
- Não tem nenhum Nilson aqui!
- Esse número é do Nilson.
- Não enche! - Clek.
Paula, Luci, Flávia, Vanessinha. Deu uma boa virada na lata, passou a mão no telefone e discou.
- Olá.
- Quem fala?
- Soraya.
- O Nilson está?
- Qual é cara? Ta querendo tirar uma?
- Mas esse número sempre foi do Nilson. Ele não está?
- Estou eu e minhas amigas. E você está atrapalhando nosso trabalho.
- É um call-center?
- Não querido, somos garotas de programa... Que tal?
- Ah... Pode ser. Você vem até aqui?
- Qual o endereço?
- Travessa Lua Bonita, 145.
- Em dez minutos estarei aí.
- Nossa, tudo nessa cidade chega em dez minutos.
- O que disse?
- Esqueça, estou esperando.
- Escute...
- Sim?
- Está se sentindo bem?
- Cheio de tesão, venha depressa!
- Já estou saindo.
- Obrigado!
Dez minutos depois a campainha tocou. Ledo levou Soraya até o quarto e pôs sobre a cama. Tirou sua roupa e lá estava ela, amarela e fumegante. Água na boca. Buscou duas latas no refrigerador, preservativos no armário e serviu-se.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Não abra mão de uma fodinha.
- Amor?
- Sim?
- Soltei um peido.
- Ó, tudo bem, não me importo. Todos nós fazemos isso.
- Sabe que eu te amo?
- Sim, querida. Também te amo. Venha aqui. Quero dar uma foda em você.
- Já demos uma dessas duas horas atrás.
- Mas quero dar outra, uma fodinha, venha.
- Você sempre quer dar "fodinhas!", por que não acumula essas suas fodinhas para uma grandiosa foda daqui a dois dias? Assim você acaba banalizando nossas trepadas.
- Amor, deixe disso e venha, tenho algo louco por fazer um rebuliço aí entre suas pernas.
- Era assim, também, com Elizabete? Seguidas "fodinhas"?
- Era.
- Mentiroso! Elizabete me contou de suas "trepadas monumentais", como ela mesmo definiu.
- Por que você tem sempre que falar em Elizabete? Ela já era. O quente agora é você!
- Você fala de uma maneira como se eu fosse uma vagabunda.
- Você é que sempre encontra argumentos para entrar em um bate-boca!
- Você não falava assim comigo quando estávamos namorando.
- Você não criava discussões quando estávamos namorando!
- Você fala como se a culpada disso tudo fosse eu.
- Você é a culpada disso tudo!
- Seu imundo! Como pode! Vá embora! Saia da minha frente!
- Sua maluca! - Disse ele, pegando as chaves do Volks e saindo porta afora. Entrou no carro, deu partida e seguiu guiando pela cidade. Meia hora depois parou em frente a um telefone público. Colocou o cartão e discou. - Elizabete, sou eu... Sim, tudo. Quer dizer, ela me colocou na rua novamente... Sim eu sei, mas o que posso fazer?... Esqueça isso... Escute, que tal uma fodinha?... É? Em oito minutos estarei aí.
- Sim?
- Soltei um peido.
- Ó, tudo bem, não me importo. Todos nós fazemos isso.
- Sabe que eu te amo?
- Sim, querida. Também te amo. Venha aqui. Quero dar uma foda em você.
- Já demos uma dessas duas horas atrás.
- Mas quero dar outra, uma fodinha, venha.
- Você sempre quer dar "fodinhas!", por que não acumula essas suas fodinhas para uma grandiosa foda daqui a dois dias? Assim você acaba banalizando nossas trepadas.
- Amor, deixe disso e venha, tenho algo louco por fazer um rebuliço aí entre suas pernas.
- Era assim, também, com Elizabete? Seguidas "fodinhas"?
- Era.
- Mentiroso! Elizabete me contou de suas "trepadas monumentais", como ela mesmo definiu.
- Por que você tem sempre que falar em Elizabete? Ela já era. O quente agora é você!
- Você fala de uma maneira como se eu fosse uma vagabunda.
- Você é que sempre encontra argumentos para entrar em um bate-boca!
- Você não falava assim comigo quando estávamos namorando.
- Você não criava discussões quando estávamos namorando!
- Você fala como se a culpada disso tudo fosse eu.
- Você é a culpada disso tudo!
- Seu imundo! Como pode! Vá embora! Saia da minha frente!
- Sua maluca! - Disse ele, pegando as chaves do Volks e saindo porta afora. Entrou no carro, deu partida e seguiu guiando pela cidade. Meia hora depois parou em frente a um telefone público. Colocou o cartão e discou. - Elizabete, sou eu... Sim, tudo. Quer dizer, ela me colocou na rua novamente... Sim eu sei, mas o que posso fazer?... Esqueça isso... Escute, que tal uma fodinha?... É? Em oito minutos estarei aí.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Pêras, melões e o vinho da juventude.
Esperar até as seis da tarde para o dia começar a valer?
Isso é vida?
Que merda.
Seis da tarde, fim de expediente na Cosmodemoniaca. Num pulo deixei meu posto e em segundos ganhei a rua. Segui feliz da vida até o ponto de ônibus. O ônibus parou e eu subi. Paguei minha passagem e encontrei um lugar vago depois da catraca.
A lata de sardinhas seguiu parando de ponto em ponto, deixando e tomando passageiros.
A primeira putinha dessa história tomou o ônibus cinco ou seis pontos depois do meu. Era uma coisinha cor-de-leite, dezessete aninhos, no máximo. Uma tetéia. Que boneca. O ônibus não estava cheio e a danada resolveu ficar postada de pé bem do meu lado, assim, se esticasse o braço tocava a pombinha dela. E com aquelas roupinhas curtinhas, malvada. Estava fazendo de sacanagem, ah menina vadia. Te dou um monte de beijo e depois meto bem devagar, só pra não machucar. Juro! Que bundinha linda, redondinha. Vontade de lamber. Um par de tetinhas, Deus caprichou cheio de más intenções. Duas perinhas bem fresquinhas, direto do produtor ao consumidor. Que pecinha era aquela menina. Ali, parada bem do meu lado, como que me dizendo, olha tio! Que gostosinha estou ficando! Vem cá, vem. Senta no colinho do titio, te faço carinho e depois ensino uma brincadeira toda nova. Dói um pouquinho no início, mas depois é só diversão.
Eu estava tomado. Aquele pedacinho de juventude havia inundado meus pensamentos. Se pego nunca mais vai ser a mesma, transformo essa menina. Vai virar borboleta, rapidinho. Que oferecida, como pode. Florzinha perfumada. Eu a comendo com os olhos, e ela ali, tão dona da situação. Cheirinho de xota novinha, hum, início de feira. Botão virando flor.
Meu ponto era o próximo. Hora de dar tchau à minha vadiazinha de leite. Levantei e puxei a campainha. Ela saiu de onde estava e caminhou para os fundos do latão, ficou parada na frente da porta de saída. Por Deus que sim! Parei atrás dela e cheirei seus cabelos. Minha pica palpitava de emoção, danada duma taquicardia na pica. Tum tum. O ônibus parou, abriu a porta e descemos nós dois.
Meu docinho foi caminhando à minha frente. Eu a segui, a cinco metros de distância. Na esquina ela atravessou a rua e eu parei, esperando que um carro passasse. Depois atravessei, também. Apressei o passo para alcançá-la novamente.
Na esquina seguinte eu teria duas sortes. Ou ela seguia em frente ou dobrava à direita e entrava numa rua pouco movimentada. Dobrou à direita. Oi boneca. Ela me olhou e continuou caminhando. Maldade o que você fez comigo naquele ônibus. Nossa, era ela de verdade, ali, lado a lado comigo, tão frágil. Passei a mão nos seus cabelos, ajeitei-os atrás da orelha, para poder olhar melhor seu rosto. Minha namoradinha, vou te mostrar para todos, olha que coisinha eu tomei para mim! Sim, ensinando tudo direitinho. É uma boa menina, uma malandrinha. Como se chama, minha flor? Ela não respondeu, apertou o passo e tentou se afastar. Apertei meu passo, também, e a alcancei. Tu é muito gostosinha, isso sim, vou te dar uma mordida. Ela parou bruscamente, virou, cortou entre dois carros e atravessou a rua. Não fui atrás. Ei! Ei! Volte aqui! Não seja tão vadia! Te como com calma, é, devagarzinho, não dói! Prometo! Sua piranhazinha!!!
Merda, e agora, o que fazer da vida? Putinha desgraçada, tirou uma com minha cara. Só pode. Bonito. Segui meu caminho, até meu apartamento. Bati uma punheta, mas claro, de nada resolveu. Puxei a garrafa de vinho e mamei no gargalo. Louco da vida. Pus Lou Reed no estéreo. Mamei meu vinho da juventude. Apelei, então, para a segunda putinha. Uma vadiazinha que havia conhecido uns dias atrás, e que gostava de aparecer para umas trepadas e umas doses. Liguei para ela e ela veio. Sentamos juntos no sofá e ela se jogou para cima de mim. Abriu minha braguilha e lambeu meu pirulito. Fechei os olhos e pensei na florzinha. Ela subiu de volta e escorreguei minha mão por debaixo de sua saia. Botei um, depois dois e por fim três dedos na xota dela. Bem molhadinha. Mexia no meio das pernas e lambia sua língua. Ela tinha duas tetas bem grandes. Ponha seus melões para fora, disse a ela. Ela fez. Mamei um, depois outro. Um e outro. O seu-vizinho, o maior-de-todos e o fura-bolo trabalhavam no pote de mel. Me ajeitei no sofá com a pica apontando para o teto. Peguei ela pelo braço e botei sentada em cima, guardou tudo dentro dela e aí veio a melhor parte da sacanagem. Um ai ai ai! ú! Dos diabos. Aquelas duas tetas enormes, balançando, bem na minha frente. Se chacoalhava toda, aquela vadia. Dava umas requebradas com a pica dentro que era coisa de doido. Benza Deus! Queria pensar na florzinha, mas aquele par de tetonas me batendo na cara não deixava.
Tchau, Alvarêz, se quiser eu venho amanhã.
A noite terminava seu expediente e a madrugada já batia o ponto. Mamei mais um pouco do vinho. Pronto, lá se foi mais um dia. O negócio era esperar às seis da tarde do próximo dia e ver o que ia ser.
Isso é vida?
Que merda.
Seis da tarde, fim de expediente na Cosmodemoniaca. Num pulo deixei meu posto e em segundos ganhei a rua. Segui feliz da vida até o ponto de ônibus. O ônibus parou e eu subi. Paguei minha passagem e encontrei um lugar vago depois da catraca.
A lata de sardinhas seguiu parando de ponto em ponto, deixando e tomando passageiros.
A primeira putinha dessa história tomou o ônibus cinco ou seis pontos depois do meu. Era uma coisinha cor-de-leite, dezessete aninhos, no máximo. Uma tetéia. Que boneca. O ônibus não estava cheio e a danada resolveu ficar postada de pé bem do meu lado, assim, se esticasse o braço tocava a pombinha dela. E com aquelas roupinhas curtinhas, malvada. Estava fazendo de sacanagem, ah menina vadia. Te dou um monte de beijo e depois meto bem devagar, só pra não machucar. Juro! Que bundinha linda, redondinha. Vontade de lamber. Um par de tetinhas, Deus caprichou cheio de más intenções. Duas perinhas bem fresquinhas, direto do produtor ao consumidor. Que pecinha era aquela menina. Ali, parada bem do meu lado, como que me dizendo, olha tio! Que gostosinha estou ficando! Vem cá, vem. Senta no colinho do titio, te faço carinho e depois ensino uma brincadeira toda nova. Dói um pouquinho no início, mas depois é só diversão.
Eu estava tomado. Aquele pedacinho de juventude havia inundado meus pensamentos. Se pego nunca mais vai ser a mesma, transformo essa menina. Vai virar borboleta, rapidinho. Que oferecida, como pode. Florzinha perfumada. Eu a comendo com os olhos, e ela ali, tão dona da situação. Cheirinho de xota novinha, hum, início de feira. Botão virando flor.
Meu ponto era o próximo. Hora de dar tchau à minha vadiazinha de leite. Levantei e puxei a campainha. Ela saiu de onde estava e caminhou para os fundos do latão, ficou parada na frente da porta de saída. Por Deus que sim! Parei atrás dela e cheirei seus cabelos. Minha pica palpitava de emoção, danada duma taquicardia na pica. Tum tum. O ônibus parou, abriu a porta e descemos nós dois.
Meu docinho foi caminhando à minha frente. Eu a segui, a cinco metros de distância. Na esquina ela atravessou a rua e eu parei, esperando que um carro passasse. Depois atravessei, também. Apressei o passo para alcançá-la novamente.
Na esquina seguinte eu teria duas sortes. Ou ela seguia em frente ou dobrava à direita e entrava numa rua pouco movimentada. Dobrou à direita. Oi boneca. Ela me olhou e continuou caminhando. Maldade o que você fez comigo naquele ônibus. Nossa, era ela de verdade, ali, lado a lado comigo, tão frágil. Passei a mão nos seus cabelos, ajeitei-os atrás da orelha, para poder olhar melhor seu rosto. Minha namoradinha, vou te mostrar para todos, olha que coisinha eu tomei para mim! Sim, ensinando tudo direitinho. É uma boa menina, uma malandrinha. Como se chama, minha flor? Ela não respondeu, apertou o passo e tentou se afastar. Apertei meu passo, também, e a alcancei. Tu é muito gostosinha, isso sim, vou te dar uma mordida. Ela parou bruscamente, virou, cortou entre dois carros e atravessou a rua. Não fui atrás. Ei! Ei! Volte aqui! Não seja tão vadia! Te como com calma, é, devagarzinho, não dói! Prometo! Sua piranhazinha!!!
Merda, e agora, o que fazer da vida? Putinha desgraçada, tirou uma com minha cara. Só pode. Bonito. Segui meu caminho, até meu apartamento. Bati uma punheta, mas claro, de nada resolveu. Puxei a garrafa de vinho e mamei no gargalo. Louco da vida. Pus Lou Reed no estéreo. Mamei meu vinho da juventude. Apelei, então, para a segunda putinha. Uma vadiazinha que havia conhecido uns dias atrás, e que gostava de aparecer para umas trepadas e umas doses. Liguei para ela e ela veio. Sentamos juntos no sofá e ela se jogou para cima de mim. Abriu minha braguilha e lambeu meu pirulito. Fechei os olhos e pensei na florzinha. Ela subiu de volta e escorreguei minha mão por debaixo de sua saia. Botei um, depois dois e por fim três dedos na xota dela. Bem molhadinha. Mexia no meio das pernas e lambia sua língua. Ela tinha duas tetas bem grandes. Ponha seus melões para fora, disse a ela. Ela fez. Mamei um, depois outro. Um e outro. O seu-vizinho, o maior-de-todos e o fura-bolo trabalhavam no pote de mel. Me ajeitei no sofá com a pica apontando para o teto. Peguei ela pelo braço e botei sentada em cima, guardou tudo dentro dela e aí veio a melhor parte da sacanagem. Um ai ai ai! ú! Dos diabos. Aquelas duas tetas enormes, balançando, bem na minha frente. Se chacoalhava toda, aquela vadia. Dava umas requebradas com a pica dentro que era coisa de doido. Benza Deus! Queria pensar na florzinha, mas aquele par de tetonas me batendo na cara não deixava.
Tchau, Alvarêz, se quiser eu venho amanhã.
A noite terminava seu expediente e a madrugada já batia o ponto. Mamei mais um pouco do vinho. Pronto, lá se foi mais um dia. O negócio era esperar às seis da tarde do próximo dia e ver o que ia ser.
Assinar:
Postagens (Atom)