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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
bronha triste para uma garota sem biquini.
fiquei lá,
sentado
imaginando
você sorrindo...
segurando meu pau na mão
me pagando um boquete
enquanto o palhaço
se desmanchava
apertava tua bunda
branca, pelada,
te puxava
pela cintura morena
... gozei, não me aguentei.
sentado
imaginando
você sorrindo...
segurando meu pau na mão
me pagando um boquete
enquanto o palhaço
se desmanchava
apertava tua bunda
branca, pelada,
te puxava
pela cintura morena
... gozei, não me aguentei.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Poema para um cigarro apertado.
quero acender
um palheiro daqueles,
baby, apertado,
mas, porra, acredita
que fiquei sem fogo?
sexta
meu isqueiro
ficou no teu carro,
antes de invadirmos
as primeiras horas
de sábado,
em chamas,
no fusca do amor,
acabou o fósforo
e meu fogão
não tem
acendimento automático.
um palheiro daqueles,
baby, apertado,
mas, porra, acredita
que fiquei sem fogo?
sexta
meu isqueiro
ficou no teu carro,
antes de invadirmos
as primeiras horas
de sábado,
em chamas,
no fusca do amor,
acabou o fósforo
e meu fogão
não tem
acendimento automático.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Primeiro poema dessa madrugada que começa.
Tem um
apartamento
do outro
lado da rua
bem de
frente pro meu
Lá dentro
tem uma
mulher
em cima de
uma escada
pendurando a
cortina
Cada vez que
ela estica
os braços
e o vento
sopra
seu vestido
me mostra
fartos pelos
negros
e os
contornos da bunda
Fico aqui
sentado no sofá
enquanto
meus olhos
atravessam a
rua
Até que a
cortina
começa a
correr o trilho
Ondas, vagões
e eu a ver
navios
esperando o
próximo trem passar.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Madrugada.
eu e ela
a gente sabe como beber
daí eu disse:
"te quero
sério
tua alma
teu corpo é teu
quero tua alma"
no que ela respondeu
"minha alma ja é tua...
faz tempo"
biquei meu vinho
daí eu disse:
"teu corpo é só o portal para tua alma
quero conectar e me expandir
que seja cósmico
e metafísico
que seja tudo
baby
de verdade"
"adoro quando você bebe"
"eu também adoro quando eu bebo"
"fala
aquelas coisas que eu gosto de ouvir
vou amar"
"vamos foder"
daí fomos lá pra dentro.
a gente sabe como beber
daí eu disse:
"te quero
sério
tua alma
teu corpo é teu
quero tua alma"
no que ela respondeu
"minha alma ja é tua...
faz tempo"
biquei meu vinho
daí eu disse:
"teu corpo é só o portal para tua alma
quero conectar e me expandir
que seja cósmico
e metafísico
que seja tudo
baby
de verdade"
"adoro quando você bebe"
"eu também adoro quando eu bebo"
"fala
aquelas coisas que eu gosto de ouvir
vou amar"
"vamos foder"
daí fomos lá pra dentro.
sábado, 16 de agosto de 2014
Esse mundo gira, cara.
para o Velho.
cara, esse mundo, ele gira
já sacou isso?
cada dia é outra história
se você pôr à prova,
amanhã a guerra estoura
mais uma
e você passou o dia
todo o dia
fazendo planos
sem pensar nisso,
entende a jogada?
o plano secreto é esse:
não faça planos
nem se renda as tentações.
ta chovendo lá fora, agora
e toda gente correndo
fugindo da chuva
é esse mundo, cara, ele gira.
cara, ame, pra valer
ame pra valer
mas não o bastante
vou te dizer, nada
nada é o suficiente
use, mas não desperdice
seu amor
seus sapatos
suas promessas
sua tolice,
esse mundo gira
cria ventos, tempestades,
e leva embora seu dia
hoje você bebe
amanhã pode ser ressaca.
o mundo gira,
nossa, como gira
deixa teu mundo girar
cara, ele é teu
o que hoje, tão distante, não é
amanhã pode ser
e depois de amanhã, e depois
nem vai parecer
que já não foi.
deixa girar
e você vai sacar.
toque fogo, cara,
fogo ao teu juízo,
fogo ao que
foge ao teu juízo
o mundo gira
e amanhã, esteja certo
não serão nem brasas.
só cinzas.
matou a xarada?
bote fé, o mundo gira.
cara, esse mundo, ele gira
já sacou isso?
cada dia é outra história
se você pôr à prova,
amanhã a guerra estoura
mais uma
e você passou o dia
todo o dia
fazendo planos
sem pensar nisso,
entende a jogada?
o plano secreto é esse:
não faça planos
nem se renda as tentações.
ta chovendo lá fora, agora
e toda gente correndo
fugindo da chuva
é esse mundo, cara, ele gira.
cara, ame, pra valer
ame pra valer
mas não o bastante
vou te dizer, nada
nada é o suficiente
use, mas não desperdice
seu amor
seus sapatos
suas promessas
sua tolice,
esse mundo gira
cria ventos, tempestades,
e leva embora seu dia
hoje você bebe
amanhã pode ser ressaca.
o mundo gira,
nossa, como gira
deixa teu mundo girar
cara, ele é teu
o que hoje, tão distante, não é
amanhã pode ser
e depois de amanhã, e depois
nem vai parecer
que já não foi.
deixa girar
e você vai sacar.
toque fogo, cara,
fogo ao teu juízo,
fogo ao que
foge ao teu juízo
o mundo gira
e amanhã, esteja certo
não serão nem brasas.
só cinzas.
matou a xarada?
bote fé, o mundo gira.
sábado, 28 de junho de 2014
Do inverno.
o plano perfeito de hoje
era mais um daqueles
de pé quebrado,
que eu acabo abandonando
pelo caminho.
e me dando mal.
a culpa é da chuva.
era mais um daqueles
de pé quebrado,
que eu acabo abandonando
pelo caminho.
e me dando mal.
a culpa é da chuva.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Misunderstood: Bad english.
para D.
I still wonder
what was it
that we left
in the ashtray,
I paid the booze
the rent
to see,
I stayed with you
in and out
in the bars
in the hangovers
out on the weekend,
I accepted
all your
mistakes
misconducts
misbehaviors
mistresses
hoping that
at least
you would not miss
my phone number
my birth date
my love poems
my music
my name,
I got it,
I did it bad
bad as the misses of mine
as my booze
my love poems
my love calls
our love nights.
I still wonder
what was it
that we left
in the ashtray,
I paid the booze
the rent
to see,
I stayed with you
in and out
in the bars
in the hangovers
out on the weekend,
I accepted
all your
mistakes
misconducts
misbehaviors
mistresses
hoping that
at least
you would not miss
my phone number
my birth date
my love poems
my music
my name,
I got it,
I did it bad
bad as the misses of mine
as my booze
my love poems
my love calls
our love nights.
domingo, 20 de abril de 2014
Aberto 24 horas.
para S.
Nessa imensidão
onde você tinha de tudo
24h por dia
pela metade do preço
hoje se vê uma placa
pendurada na porta
dizendo:
faliu.
lá dentro tem um homem
encostado na parede
sentado no chão
vigiando o que restou
sabendo que os dias glórios
voltarão, um dia
sob nova direção.
Nessa imensidão
onde você tinha de tudo
24h por dia
pela metade do preço
hoje se vê uma placa
pendurada na porta
dizendo:
faliu.
lá dentro tem um homem
encostado na parede
sentado no chão
vigiando o que restou
sabendo que os dias glórios
voltarão, um dia
sob nova direção.
sábado, 15 de março de 2014
Pelo país do fututo.
Não quero viver esperando o futuro
Quem sabe eu embarque numa louca viagem
Porque o tempo, o tempo, corre com pressa
E há pedras e flores por todo caminho
Flores por todo caminho
Quem sabe eu vá para bem longe
Além do alcance dos olhos e das mãos
Bem longe das promessas absurdas
Das mesmas respostas para as mesmas perguntas
Sempre as mesmas perguntas
Vou me eleger governante de mim mesmo
Caminhar descalço sem ser vigiado
E não será pecado a cor de meus sonhos
Nem será crime o eco de minhas palavras
Nem a cor de meus sonhos
Quem sabe eu embarque numa louca viagem
Porque o tempo, o tempo, corre com pressa
E há pedras e flores por todo caminho
Flores por todo caminho
Quem sabe eu vá para bem longe
Além do alcance dos olhos e das mãos
Bem longe das promessas absurdas
Das mesmas respostas para as mesmas perguntas
Sempre as mesmas perguntas
Vou me eleger governante de mim mesmo
Caminhar descalço sem ser vigiado
E não será pecado a cor de meus sonhos
Nem será crime o eco de minhas palavras
Nem a cor de meus sonhos
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Bagdah.
para D.
Ando,
olho as horas
e lembro de você.
Bagdah, 4:20.
Olho para o céu,
espero
mas não te vejo chegar.
E eu cada vez mais triste.
A última vez
que você veio, pediu
mas não fui te esperar.
Vou esconder meu rosto
Com aquela
velha
camiseta preta.
Percebe
como é fácil
descarrilhar?
Não sei soltar o verbo.
Uso os verbos tristes
que li em teu
sorriso.
Não posso mais,
Bagdah
Perdi a hora.
Que um dia
possa te encontrar
refeita.
Ando,
olho as horas
e lembro de você.
Bagdah, 4:20.
Olho para o céu,
espero
mas não te vejo chegar.
E eu cada vez mais triste.
A última vez
que você veio, pediu
mas não fui te esperar.
Vou esconder meu rosto
Com aquela
velha
camiseta preta.
Percebe
como é fácil
descarrilhar?
Não sei soltar o verbo.
Uso os verbos tristes
que li em teu
sorriso.
Não posso mais,
Bagdah
Perdi a hora.
Que um dia
possa te encontrar
refeita.
domingo, 10 de novembro de 2013
Progresso.
O paradoxo central não está no mapa
Nem os bois nem as estradas
O recorte foi feito à régua
Léguas e léguas de braços de corda
Fumaça preta inalada no descanso mal resolvido
Nos olhos rasos d'água e fuligem a saudade da poeira
Momentos de crise
Crise da cana, da pinga
Na vida movida à engrenagens engraxadas
Que venha o progresso
as antenas, o asfalto, o assalto
Que venha o progresso
as baratas, os ratos, os restos
O que sobrou do que não morreu
Virou um mito ocidental
Foi dizimado pelo dízimo.
Nem os bois nem as estradas
O recorte foi feito à régua
Léguas e léguas de braços de corda
Fumaça preta inalada no descanso mal resolvido
Nos olhos rasos d'água e fuligem a saudade da poeira
Momentos de crise
Crise da cana, da pinga
Na vida movida à engrenagens engraxadas
Que venha o progresso
as antenas, o asfalto, o assalto
Que venha o progresso
as baratas, os ratos, os restos
O que sobrou do que não morreu
Virou um mito ocidental
Foi dizimado pelo dízimo.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Essa árvore que a gente plantou.
para L.
Hoje meu espírito pede uma noite diferente, distante
Como daquelas que tivemos juntos há algumas primaveras.
Pede garrafas de vinho, insanidades confortantes,
Uma fuga, só, nada cinematográfico,
Simples apenas, doida o bastante.
Hoje meu espírito quer te buscar e encontrar, seja onde for
Jogada no sofá ou me olhando do colchão.
Quer deitar e sentir o mundo girar, se partir
Te abraçar e esquecer os dias de transe
Ser você, até o outono chegar, a folha cair.
Hoje meu espírito pede uma noite diferente, distante
Como daquelas que tivemos juntos há algumas primaveras.
Pede garrafas de vinho, insanidades confortantes,
Uma fuga, só, nada cinematográfico,
Simples apenas, doida o bastante.
Hoje meu espírito quer te buscar e encontrar, seja onde for
Jogada no sofá ou me olhando do colchão.
Quer deitar e sentir o mundo girar, se partir
Te abraçar e esquecer os dias de transe
Ser você, até o outono chegar, a folha cair.
domingo, 18 de agosto de 2013
Além da íris.
nuvens excêntricas
sobem sobre meus olhos
enquanto uma ciranda
de insetos fazem seu
voo atômico
entorno da lâmpada
da rua
a névoa noturna subconsciente
atravessa minha janela
inalada pelo vento.
todos numa dança
espiritual.
dos meus olhos
brotam rosas vermelhas.
pequena menina
dorminhoca, desperte
desse sono sedado
sua pele é tão pálida
te entrego meus olhos
para manter na
memória essa
paixão anestésica.
brinco de hiena
enquanto a presa chora
sangue boca
afora.
feche seus olhos
azuis claros
e deixe-me apenas
me comportar
como um louco.
todos os peixes
famintos
nadando aquém
disso tudo.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Estranhos naquela noite.
para R.
baby,
naquela noite éramos apenas dois estranhos
fazendo de taças e tragos nossa celebração
da derrota e da solidão
eu vestia meu velho sapato de cadarços poídos
minha velha calça surrada
aquela camisa que aparece nas fotos
e meu pralana, é claro
você vestia sua melhor roupa
que dava a seu corpo toda a forma
de mulher que um homem pode desejar
nós bebemos naquela noite, pra valer
já estavamos completamente bêbados
quando toquei sua campainha,
diga-se a verdade
eu estive no bar horas antes, baby
escorado no balcão
deixando que o suor de tantas garrafas
fizesse minha noite
nem olhava para o lado
para não ter que encarar a face estúpida
de toda aquela gente tatuada
foi quando tocaram meu ombro
e no meu ouvido disseram que você estava
em casa
sozinha
esperando por mim
e não passávamos de dois estranhos...
estranho, isso
eu deixei o bar e fui até seu endereço
quando cheguei na rua indicada
parei o fusca do amor
da janela você chamou, alvarêz!
sorri para você, encostei o do amor, subi
e toquei sua campainha
estúpido demais para fazer uma serenata
bêbado demais para enxergar além
e entender a ternura daquela paisagem
you, on the balcony,
over your elbows, smiling to me
continuamos bebendo naquelas horas perdidas
a madrugada já era um cúmulo
qualquer prece seria um absurdo
fizemos, então, o que seria o mais ponderado
bebemos,
bebemos,
bebemos
o que foi mesmo que você pôs para a gente ouvir,
lou reed
ou bob dylan?
tanto faz, a gente bebia
e fizemos, então, o que se espera de dois estranhos
sozinhos numa madrugada sem fim
fazendo de taças e tragos a celebração
da derrota e da solidão
baby, me encaixei em você
e deixei que o suor de seu corpo
fizesse nossa noite
nossa madrugada
nossa alvorada
até que os pássaros anunciassem o novo dia
numa sinfonia estridente e louca
lembrando que somos todos estranhos
e o que fica, geralmente, é a tristeza
abrigada
navegando nesse rio que nunca acaba.
baby,
naquela noite éramos apenas dois estranhos
fazendo de taças e tragos nossa celebração
da derrota e da solidão
eu vestia meu velho sapato de cadarços poídos
minha velha calça surrada
aquela camisa que aparece nas fotos
e meu pralana, é claro
você vestia sua melhor roupa
que dava a seu corpo toda a forma
de mulher que um homem pode desejar
nós bebemos naquela noite, pra valer
já estavamos completamente bêbados
quando toquei sua campainha,
diga-se a verdade
eu estive no bar horas antes, baby
escorado no balcão
deixando que o suor de tantas garrafas
fizesse minha noite
nem olhava para o lado
para não ter que encarar a face estúpida
de toda aquela gente tatuada
foi quando tocaram meu ombro
e no meu ouvido disseram que você estava
em casa
sozinha
esperando por mim
e não passávamos de dois estranhos...
estranho, isso
eu deixei o bar e fui até seu endereço
quando cheguei na rua indicada
parei o fusca do amor
da janela você chamou, alvarêz!
sorri para você, encostei o do amor, subi
e toquei sua campainha
estúpido demais para fazer uma serenata
bêbado demais para enxergar além
e entender a ternura daquela paisagem
you, on the balcony,
over your elbows, smiling to me
continuamos bebendo naquelas horas perdidas
a madrugada já era um cúmulo
qualquer prece seria um absurdo
fizemos, então, o que seria o mais ponderado
bebemos,
bebemos,
bebemos
o que foi mesmo que você pôs para a gente ouvir,
lou reed
ou bob dylan?
tanto faz, a gente bebia
e fizemos, então, o que se espera de dois estranhos
sozinhos numa madrugada sem fim
fazendo de taças e tragos a celebração
da derrota e da solidão
baby, me encaixei em você
e deixei que o suor de seu corpo
fizesse nossa noite
nossa madrugada
nossa alvorada
até que os pássaros anunciassem o novo dia
numa sinfonia estridente e louca
lembrando que somos todos estranhos
e o que fica, geralmente, é a tristeza
abrigada
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