segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não abra mão de uma fodinha.

- Amor?
- Sim?
- Soltei um peido.
- Ó, tudo bem, não me importo. Todos nós fazemos isso.
- Sabe que eu te amo?
- Sim, querida. Também te amo. Venha aqui. Quero dar uma foda em você.
- Já demos uma dessas duas horas atrás.
- Mas quero dar outra, uma fodinha, venha.
- Você sempre quer dar "fodinhas!", por que não acumula essas suas fodinhas para uma grandiosa foda daqui a dois dias? Assim você acaba banalizando nossas trepadas.
- Amor, deixe disso e venha, tenho algo louco por fazer um rebuliço aí entre suas pernas.
- Era assim, também, com Elizabete? Seguidas "fodinhas"?
- Era.
- Mentiroso! Elizabete me contou de suas "trepadas monumentais", como ela mesmo definiu.
- Por que você tem sempre que falar em Elizabete? Ela já era. O quente agora é você!
- Você fala de uma maneira como se eu fosse uma vagabunda.
- Você é que sempre encontra argumentos para entrar em um bate-boca!
- Você não falava assim comigo quando estávamos namorando.
- Você não criava discussões quando estávamos namorando!
- Você fala como se a culpada disso tudo fosse eu.
- Você é a culpada disso tudo!
- Seu imundo! Como pode! Vá embora! Saia da minha frente!
- Sua maluca! - Disse ele, pegando as chaves do Volks e saindo porta afora. Entrou no carro, deu partida e seguiu guiando pela cidade. Meia hora depois parou em frente a um telefone público. Colocou o cartão e discou. - Elizabete, sou eu... Sim, tudo. Quer dizer, ela me colocou na rua novamente... Sim eu sei, mas o que posso fazer?... Esqueça isso... Escute, que tal uma fodinha?... É? Em oito minutos estarei aí.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pêras, melões e o vinho da juventude.

Esperar até as seis da tarde para o dia começar a valer?

Isso é vida?

Que merda.

Seis da tarde, fim de expediente na Cosmodemoniaca. Num pulo deixei meu posto e em segundos ganhei a rua. Segui feliz da vida até o ponto de ônibus. O ônibus parou e eu subi. Paguei minha passagem e encontrei um lugar vago depois da catraca.

A lata de sardinhas seguiu parando de ponto em ponto, deixando e tomando passageiros.

A primeira putinha dessa história tomou o ônibus cinco ou seis pontos depois do meu. Era uma coisinha cor-de-leite, dezessete aninhos, no máximo. Uma tetéia. Que boneca. O ônibus não estava cheio e a danada resolveu ficar postada de pé bem do meu lado, assim, se esticasse o braço tocava a pombinha dela. E com aquelas roupinhas curtinhas, malvada. Estava fazendo de sacanagem, ah menina vadia. Te dou um monte de beijo e depois meto bem devagar, só pra não machucar. Juro! Que bundinha linda, redondinha. Vontade de lamber. Um par de tetinhas, Deus caprichou cheio de más intenções. Duas perinhas bem fresquinhas, direto do produtor ao consumidor. Que pecinha era aquela menina. Ali, parada bem do meu lado, como que me dizendo, olha tio! Que gostosinha estou ficando! Vem cá, vem. Senta no colinho do titio, te faço carinho e depois ensino uma brincadeira toda nova. Dói um pouquinho no início, mas depois é só diversão.

Eu estava tomado. Aquele pedacinho de juventude havia inundado meus pensamentos. Se pego nunca mais vai ser a mesma, transformo essa menina. Vai virar borboleta, rapidinho. Que oferecida, como pode. Florzinha perfumada. Eu a comendo com os olhos, e ela ali, tão dona da situação. Cheirinho de xota novinha, hum, início de feira. Botão virando flor.

Meu ponto era o próximo. Hora de dar tchau à minha vadiazinha de leite. Levantei e puxei a campainha. Ela saiu de onde estava e caminhou para os fundos do latão, ficou parada na frente da porta de saída. Por Deus que sim! Parei atrás dela e cheirei seus cabelos. Minha pica palpitava de emoção, danada duma taquicardia na pica. Tum tum. O ônibus parou, abriu a porta e descemos nós dois.

Meu docinho foi caminhando à minha frente. Eu a segui, a cinco metros de distância. Na esquina ela atravessou a rua e eu parei, esperando que um carro passasse. Depois atravessei, também. Apressei o passo para alcançá-la novamente.

Na esquina seguinte eu teria duas sortes. Ou ela seguia em frente ou dobrava à direita e entrava numa rua pouco movimentada. Dobrou à direita. Oi boneca. Ela me olhou e continuou caminhando. Maldade o que você fez comigo naquele ônibus. Nossa, era ela de verdade, ali, lado a lado comigo, tão frágil. Passei a mão nos seus cabelos, ajeitei-os atrás da orelha, para poder olhar melhor seu rosto. Minha namoradinha, vou te mostrar para todos, olha que coisinha eu tomei para mim! Sim, ensinando tudo direitinho. É uma boa menina, uma malandrinha. Como se chama, minha flor? Ela não respondeu, apertou o passo e tentou se afastar. Apertei meu passo, também, e a alcancei. Tu é muito gostosinha, isso sim, vou te dar uma mordida. Ela parou bruscamente, virou, cortou entre dois carros e atravessou a rua. Não fui atrás. Ei! Ei! Volte aqui! Não seja tão vadia! Te como com calma, é, devagarzinho, não dói! Prometo! Sua piranhazinha!!!

Merda, e agora, o que fazer da vida? Putinha desgraçada, tirou uma com minha cara. Só pode. Bonito. Segui meu caminho, até meu apartamento. Bati uma punheta, mas claro, de nada resolveu. Puxei a garrafa de vinho e mamei no gargalo. Louco da vida. Pus Lou Reed no estéreo. Mamei meu vinho da juventude. Apelei, então, para a segunda putinha. Uma vadiazinha que havia conhecido uns dias atrás, e que gostava de aparecer para umas trepadas e umas doses. Liguei para ela e ela veio. Sentamos juntos no sofá e ela se jogou para cima de mim. Abriu minha braguilha e lambeu meu pirulito. Fechei os olhos e pensei na florzinha. Ela subiu de volta e escorreguei minha mão por debaixo de sua saia. Botei um, depois dois e por fim três dedos na xota dela. Bem molhadinha. Mexia no meio das pernas e lambia sua língua. Ela tinha duas tetas bem grandes. Ponha seus melões para fora, disse a ela. Ela fez. Mamei um, depois outro. Um e outro. O seu-vizinho, o maior-de-todos e o fura-bolo trabalhavam no pote de mel. Me ajeitei no sofá com a pica apontando para o teto. Peguei ela pelo braço e botei sentada em cima, guardou tudo dentro dela e aí veio a melhor parte da sacanagem. Um ai ai ai! ú! Dos diabos. Aquelas duas tetas enormes, balançando, bem na minha frente. Se chacoalhava toda, aquela vadia. Dava umas requebradas com a pica dentro que era coisa de doido. Benza Deus! Queria pensar na florzinha, mas aquele par de tetonas me batendo na cara não deixava.

Tchau, Alvarêz, se quiser eu venho amanhã.

A noite terminava seu expediente e a madrugada já batia o ponto. Mamei mais um pouco do vinho. Pronto, lá se foi mais um dia. O negócio era esperar às seis da tarde do próximo dia e ver o que ia ser.